FORA DA CARIDADE NÃO HÁ SALVAÇÃO

Maternidade Sacrificial - Psicografado em 06/03/16


Espírito: A.F.

Médium: Maria Sílvia

Psicografado: Em 06/03/2016 - Associação Espírita Pão e Luz - Camaçari - Bahia.


Maternidade Sacrificial


Eis-me aqui. Coração transformado, alma mais leve, peregrina das múltiplas etapas existenciais. Eis-me aqui!!


A mente lúcida, hoje me leva a tantos questionamentos, e eu compreendo então a magnitude de Deus. Sem sexo, estive mulher, e neste estágio tão necessário, mas uma vez delinqui. Poderia ter feito diferente, mas, levada até a porta larga, deixei-me envolver pela ilusão dos prazeres mundanos, que logo passam, deixando apenas um gosto amargo de desilusão e desengano!


Mulher..., quanto podes na Terra amiga realizar, quão grande o seu poder e a extensão da força que possuis!


Nesta oração sincera, despojada do que fui, para apenas reflexionar no que poderia ter sido, quero louvar-te:


Mulher Mãe, nas noites cheias de sombra e medo pelo rebento que lá fora, não te respondendo aos anseios de amor, peregrino das jornadas equivocadas, segue em busca do ato enganoso, ulcerando em chagas profundas o teu materno coração, que roga ao Senhor da vida, transformá-lo para melhor. Nem por um momento tu o amas-te menos!


Rogo pela Mãe da vítima do teu filho, pela chaga aberta em ferida, que um dia, ele terá que curar. De forma aflitiva e pungente todo o erro resgatará!


Mulher Mãe do filho agressor, consumido no erro do amor, usando a droga que destrói, minando no corpo amigo, as possibilidades de vida, de cunho superior. Tu sempre o amarás, e roga a Deus, no silêncio das angústias, trazê-lo ao caminho da Paz!


Louvo a te também Mulher Mãe, daquele que vende a droga enganosa, destruindo o coração e o lar de tantos afetos. Momento virá em que o filho querido, nas malhas da dor envolvido, na dor ressarcirá!


Mulher Mãe de Caridade, abrigando o filho alheio, abandonado ao teu seio, mãe sofrida, destemida, doente, amiga e conselheira.


Mãe dos encarcerados, no corpo ou nas grades, Mãe dos que enganam, Mãe dos enganados, Mãe dos que matam, dos que partem, dos que roubam e dos que são roubados, dos que acrisolam ainda na alma a flor sombria dos enganos!


Mãe dos violentos e dos violentados, que na solidão dos amores, na exacerbação das suas dores, nunca se permitiram deixar de amar!


Louvo a vocês Mulheres sacrifício, Mulheres dores, Mulheres lágrimas de amores, por tudo o que são, por tudo o que foram por tudo o que serão. Nada te caracteriza melhor Mulher, que a tua função soberana de ser Mãe! Mãe de filhos e de maridos, de amigos e de esquecidos.


A você mãe querida que me gerou, que me quis e me aceitou, agradeço ter me recebido! Peço perdão por ter delinquido, ter te magoado e te ferido, e nunca ter ficado órfã do seu amor!!


A.F.

José Medrado - Editorial

Cristina Barude - Psicografia

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